22 de fev de 2008

FOTOGRAFIA - Coxilha Rica


por Luiz Rogério de Carvalho


Acabo de receber, presente de meu filho, o livro fotográfico “Coxilha Rica”, com o magnífico trabalho executado pelo fotógrafo Ricardo Bampi que, em boa hora, escolheu para tema de sua obra uma região de beleza única, a Coxilha Rica, nos campos de Lages, região serrana catarinense generosamente dotada pela natureza com um relevo maravilhoso, com campos e matas que abrigam uma das mais ricas e lindas floras e faunas do sul do país.

Obra fotográfica de tamanha envergadura, foi prefaciada pelo mestre e incentivador da fotografia artística brasileira, Presidente da Confederação Brasileira de Fotogafia, o indaialense Sidney Luis Saut que, com sabedoria e competência, destacou a dimensão do trabalho realizado por Ricardo Bampi.

O trabalho de Bampi, que nos premia e encanta com as cenas maravilhosas captadas pela lente de sua máquina, tão bem manejada, também nos leva à reflexão sobre os perigos a que está exposta tão bela região. É o temor de que a febre do reflorestamento homogêneo, feito com a exótica pinus elliotis, como está acontecendo em quase todo o planalto catarinense, mudando a sua paisagem original, também venha a sacrificar aquela linda região, que o escritor Érico Veríssimo disse ser a mais bela que conheceu.


1 de fev de 2008

NOVA LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO




por Luiz Rogério de Carvalho


Num país, como o Brasil, onde a cultura da velocidade está arraigada nos costumes dos motoristas, especialmente dos mais jovens, e o consumo de bebidas alcoólicas, como mostram as estatísticas, sãos os grandes responsáveis pela maioria dos acidentes de trânsito, a mudança na legislação, que possibilite a aplicação de penalidades severas, e multas pesadas que sejam sentidas no bolso, é o único meio de tentar humanizar o trânsito nas estradas brasileiras, enquanto a educação não seja a ideal.
A MP que proibiu a venda de bebidas alcoólicas às margens das estradas federais, embora elogiável quanto ao objeto que procurava atingir mostrou que, para inibir o consumo de bebidas alcoólicas pelos motoristas, a medida veio atingir um importante segmento econômico, que vende bebidas também, e principalmente, para pessoas que não estão envolvidas no trânsito.
Assim, como deve que ser reprimido o consumo de bebidas alcoólicas entre os motoristas, uma das principais causas de acidentes nas estradas e ruas de nossas cidades, parece que enquanto a educação não alcança todos, o remédio é a fiscalização intensa e a aplicação de elevadas multas para os infratores, e penas pesadas para os crimes de trânsito, pois a sensação de impunidade continua sendo estímulo aos irresponsáveis.