13 de jun de 2009

POLICIAMENTO E SISTEMA CARCERÁRIO



por Luiz Rogério de Carvalho


O sistema carcerário brasileiro, que deveria ser um dos principais pilares para a sustentação da segurança pública, de responsabilidade dos governos estaduais, que, nas campanhas eleitorais aparece no primeiro plano do programa, passadas as eleições, logo cai no esquecimento, e o que se vê é o completo abandono dos compromissos assumidos.

O resultado desse abandono, fruto de promessas demagógicas, é uma população desprotegida, com o patrimônio e a vida das pessoas à mercê de bandidos que, por falta de estabelecimentos penais adequados continuam livres, praticando toda espécie de crimes, atormentando a vida da população ordeira, que já não tem mais segurança nem para andar pelas ruas das cidades.

Os assaltos às residências, os seqüestros de pessoas e os latrocínios viraram uma triste rotina, e ninguém tem mais a quem apelar, pois sem policiais em número suficiente para garantir a segurança, chegamos também à falência do sistema carcerário, o que já levou o judiciário, no Rio Grande do Sul, a não decretar a prisão de criminosos, mesmo os que praticaram crimes de homicídio, porque inexiste vagas nos presídios, que já são verdadeiros depósitos de gente.

Aqui em Florianópolis, o aumento da criminalidade que, de um ano para o outro teve aumento de mais de 50%, leva os moradores ao desespero, diante da incapacidade da polícia para conter o que, hoje, representa uma das principais preocupações de uma população desprotegida.

O policiamento, feito com número de homens infinitamente inferior ao necessário para garantir a segurança da cidade, não aparece nas ruas, a não ser quando chamado, e para registrar a ocorrência, depois do crime praticado. Uma atividade de prevenção eficiente, com efetivo policial suficiente, parece não estar na preocupação do governo estadual, que teve a segurança pública como uma das suas principais propostas na campanha eleitoral.

Passadas as eleições, foram esquecidas as promessas, e a população para ter um mínimo de segurança, tem que se aprisionar em suas casas e apartamentos, sempre ameaçada pela livre ação dos bandidos, enquanto que o governo, este, está “se lixando” para o povo, pois sua segurança parece estar garantida pelo policiamento oficial.

10 de jun de 2009

O CORRUPTO BRASILEIRO




por Luiz Rogério de Carvalho


Os recentes acontecimentos, nada dignificantes, promovidos por deputados federais brasileiros, como aqueles do castelo medieval, construído em Minas Gerais, o do senador Sarney, que disse não saber que recebia, mensalmente, em sua conta, uma importância superior à renda mensal de mais de 50% dos brasileiros, agora a descoberta do decreto secreto nomeando seu neto, o caso do deputado federal que declarou estar “se lixando” para a opinião pública, o fato relacionado com o senador que recebia propina de empreiteira, para pagar pensão alimentícia, e mais centenas de fatos escabrosos, que a imprensa brasileira vem noticiando, tudo isso nos leva à reflexão, que enseja comparação com os recentes fatos políticos ocorridos na Inglaterra, e que levou à renúncia vários de seus protagonistas.

Parece que a corrupção, o desejo de levar vantagem em tudo, enfim, o enriquecimento a qualquer custo, é algo imanente ao ser humano, uma tentação que está sempre presente, que muitos não resistem, e acabam preferindo aumentar seu patrimônio usando esse maldito atalho.

Nos paises de tradição democrática mais antiga, excetuando alguns, onde tradições mafiosas ainda prevalecem, os freios e contra pesos, enfim os meios aplicados para conter essa maldita tendência de usar a coisa pública como se fosse sua, quando aplicados, têm levado os corruptos à prisão ou, antes, à renúncia de seus cargos e a execração pública, sendo que muitos, como já vimos, chegaram ao ponto de cometer suicídio, diante da vergonha e da repulsa geral.

Pois o corrupto brasileiro é feito de outra matéria, com a maior cara de pau nega tudo, mesmo fatos evidentes e comprovados e, se alguém pensa que algum político, apanhado com a mão na botija, seria capaz de tirar a própria vida, para livrar-se da desonra, está redondamente enganado, pois é mais provável que ele mande “suicidar” quem o acusou.