21/02/2012

CREMATÓRIO


Por Luiz Rogério de Carvalho
Funcionando desde 15 de dezembro de 2011, o crematório do Cemitério São José, da cidade de Blumenau, é o segundo do Estado de Santa Catarina. O primeiro foi instalado em Balneário Camboriu, e  já vem funcionando há vários anos.
Representando uma solução para muitas cidades, onde os cemitérios já estão com sua capacidade esgotada, a cremação é uma necessidade imperiosa, também aqui em Florianópolis, capital do Estado, que ainda não dispõe de um crematório, muito embora seja do conhecimento das autoridades, que áreas ocupadas pelos cemitérios existentes já estão saturadas, algumas já apresentando risco de contaminação dos lençóis freáticos, que poderão poluir aqüíferos existentes.



17/02/2012

VITÓRIA DA CIDADANIA

Luiz Rogério de Carvalho
O Supremo Tribunal Federal, em sessão histórica, aprovou a Lei da Ficha Limpa, para as eleições deste ano, atendendo aos anseios da sociedade que, durante muito tempo, vem clamando por leis que protejam os eleitores dos maus candidatos, aqueles que, muitas vezes, acobertados por decisões e liminares equivocadas, e usando do poder econômico, alguns adquiridos por meios ilícitos, conseguiram se eleger.
Não nos esqueçamos, também, que essa vitória nasceu da iniciativa popular que, apoiada por várias entidades nacionais mobilizou a sociedade, quando, com a assinatura de mais de um milhão e seiscentos mil eleitores, apresentou o projeto de Lei da Ficha Limpa.
É um marco que, inegavelmente, representa um avanço, uma conquista democrática, que visa diminuir a distância, ainda existente, entre o legítimo poder do voto e o espúrio “poder” político.

30/08/2011

REFÚGIO SEGURO

Luiz Rogério de Carvalho

Conforme noticiou o jornal “A Folha de São Paulo”, de hoje, houve uma previsão, anunciada por deputados, de que a deputada federal Jaqueline Roriz seria absolvida na Câmara, onde responde pela pratica de ato indecoroso, quando flagrada em vídeo, recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, dinheiro proveniente de propinas, fato de conhecimento geral, pois divulgado pela televisão nacional, e, que muitos deputados alegam que o fato ocorreu antes que ela tenha sido eleita deputada distrital. E, com esse argumento, justificavam a absolvição.

Embora aprovado na Comissão de Ética o pedido de cassação, por 11 votos a 3, onde os votos foram abertos, no plenário da Câmara, onde a votação é secreta, a deputada foi absolvida da acusação da prática de ato indecoroso, consolidando-se assim, o entendimento que, também bandidos, corruptos e ladrões do dinheiro público, desde que não tenham sido condenados, em última instância, podem ser eleitos, e podem, sem risco, assumir cargos eletivos, desde que os fatos de que são acusados tenham acontecido antes da eleição, mesmo que, só depois de eleitos, esses mesmos fatos venham se tornar de conhecimento do público, do eleitor.

Diante disso, somos obrigados a admitir que a Câmara de Deputados, além de abrigar homens sérios, que ainda existem no Brasil, pelo meio da votação secreta, que esconde os cínicos e hipócritas, pode, também, tornar-se um refúgio seguro para ladrões e corruptos.

24/03/2011

A VITÓRIA DA CORRUPÇÃO

Por Luiz Rogério de Carvalho

A aplicação da Lei da Ficha Limpa, empatada no STF, esteve muito tempo aguardando o voto do novo ministro, e a parte séria do Brasil esperava que fosse chegado o momento de passar uma vassoura, com creolina, e começar uma limpeza na política brasileira, pois depositava no novo ministro a esperança de novos e bons dias.

Ledo engano, pois o voto aguardado, que encerrava a esperança, para barrar a entrada dos “fichas sujas”, veio como um balde de água fria, um “tapa na cara” dos brasileiros decentes, permitindo a permanência de desonestos e corruptos, que continuarão decidindo os destinos da nação. Foi uma decisão que não apenas adiou a aplicação da Lei da Ficha Limpa para 2012, mas, tristemente, marcou a vitória da corrupção.

01/03/2011

A GRANDE DIFERENÇA

Por Luiz Rogério de Carvalho

O Ministro de Defesa alemão, Karl Theodor zu Guttenberg, após ter sido descoberto que plagiara sua tese de doutorado, diante do escândalo que sua atitude provocou, numa cultura que prima pela honestidade e integridade dos cidadãos, especialmente dos ocupantes de cargos públicos, admitindo seu erro, e levado pela polêmica na imprensa e oposição, não teve outra opção a não ser renunciar ao cargo de ministro.

Este fato nos leva a refletir sobre a enorme diferença cultural existente entre os diferentes povos. Em vários países, homens públicos, flagrados em atos desonestos, especialmente a corrupção, que não é privilégio só de políticos brasileiros, diante da vergonha, e da certeza da punição, muitos, antes mesmo de renunciar a seus cargos, são levados ao extremo de cometer o suicídio.

Enquanto isso, no Brasil vamos convivendo com uma situação totalmente diferente, pois, homens públicos, que usando de seus cargos se locupletam, mesmo denunciados pela evidência de seus atos de corrupção, desde que não tenham sido julgados e condenados em última instância, com sentença transitada em julgado, continuam transitando livremente pela administração pública. São eleitos, tomam posse, ocupam altos cargos, e decidem sobre a vida de seus compatriotas.

É muito triste, mas é a nossa realidade.

25/02/2011

A PRESIDENTA, A PRESIDENTE...

por Luiz Rogério de Carvalho

Sabe-se que, pela ótica do vernáculo e, de acordo com os luminares da língua portuguesa, qualquer um dos tratamentos está correto.

Entretanto, está sedimentado nos usos e costumes brasileiros, especialmente na imprensa nacional, a expressão “a presidente”, que soa de modo muito mais agradável aos ouvidos da esmagadora maioria brasileira, fato que só é ignorado pelos membros do executivo federal, e partidários do governo que, insistem, remando contra a corrente, contrariando a voz do povo, em mudar o vetusto tratamento.

Pelo que se tem visto, o tratamento “a presidenta” somente será usado pelos membros do governo federal, e outros subalternos, que, em seus pronunciamentos, parece que cumprindo ordens superiores, teimam em mudar o tratamento habitual. E o programa “A Voz do Brasil” tem sido o veículo pelo qual insistem em consolidar essa inovadora bobagem.

07/02/2011

EDUCAÇÃO

Por Luiz Rogério de Carvalho

Conceituado jornal publica matéria divulgando pesquisa do MEC, mostrando que, de 2005 a 2009, caiu em 50% o número de profissionais saídos das faculdades formadoras de professores, nas áreas do ensino fundamental e médio.

É fácil entender o desinteresse pela carreira do magistério, pois ainda não temos uma política de educação que estimule os jovens, seja pela existência de salário atraente, e de uma carreira promissora, com boas condições de trabalho. Por isso, enquanto não houver uma cruzada nacional, que vise à valorização do professor, o problema da educação continuará sem solução, e com o agravante de termos aumentado o número de professores sem qualificação, e nenhuma formação pedagógica.

É lamentável, pois bastaria seguir o exemplo de países asiáticos que, conscientes de que o verdadeiro progresso só se adquire através da educação, investiram no que é básico para a formação de uma juventude qualificada e capacitada, cujo resultado é o invejável crescimento econômico.

20/01/2011

APOSENTADORIA DE GOVERNADOR

Por Luiz Rogério de Carvalho

Vi, no jornal O Estado de São Paulo, entrevista do senador Pedro Simon justificando o fato de ter requerido, e estar recebendo R$ 24,1 mil mensais de aposentadoria pelo exercício do cargo de governador do Rio Grande do Sul.

O senador alega que requereu o benefício, vinte anos depois de ter adquirido o direito, levado pela necessidade, pois os R$ 10 mil que recebe como subsídios no Senado, são insuficientes para viver, com esposa e filho.

Praticamente concordando com o aspecto imoral da aposentadoria, encerra a entrevista dizendo que acha que OAB vai ganhar a ação que proporá no STF, visando o cancelamento das aposentadorias que, em vários Estados, beneficia ex-governadores.

Com todo o respeito e admiração, que sempre dediquei ao senador, incansável defensor da moralidade pública, confesso, foi com tristeza que li a entrevista. Até suponho que o senador, do alto dos seus 80 anos, sendo uma reserva moral, por motivo de ambição familiar, tenha sido induzido a claudicar.

Essa aposentadoria privilegiada, prática odiosa e imoral, está sendo usada também aqui no Estado de Santa Catarina, sendo que, além de ex governadores, também um ex vice-governador que, tendo exercido o cargo de governador, em substituição, por nove meses, recebe o indevido provento.

14/01/2011

ÁREA DE RISCO É REGRA

Por Luiz Rogério de Carvalho

A presidente Dilma, em visita ao município fluminense de Friburgo, uma das cidades atingidas pela tragédia que ceifou a vida de centenas de pessoas, declarou que no Brasil, morar em áreas de risco é regra e não exceção.

Tem razão a Presidente, pois embora existam leis que proíbem a construção em encostas perigosas e áreas de preservação permanente, por absoluta irresponsabilidade das autoridades, a legislação não é cumprida, e, pela inexistência de fiscalização proliferam as construções irregulares e perigosas. Muitas dessas construções são até incentivadas por candidatos inescrupulosos que, em campanhas eleitorais, com olhos nos numerosos votos de famílias pobres, prometem garantias impossíveis.

Triste é a nossa realidade, pois as administrações, sem a necessária coragem para enfrentar com determinação o problema das invasões de áreas públicas e construções irregulares em áreas de risco, preferem “empurrar com a barriga”, e a cada ocorrência de uma nova tragédia, como esta do Estado do Rio de Janeiro, na tentativa, mais de convencer os eleitores, com discursos requentados, prometem soluções e liberação de verbas para enfrentar as situações, promessas nem sempre cumpridas, e obras sempre paliativas.

04/01/2011

EQUIVOCADA DECISÃO

Por Luiz Rogério de Carvalho

Sob todos os aspectos, a meu ver, lamentável e equivocada a atitude do ex-presidente Lula ao negar a extradição do criminoso Cesare Battisti. Só mesmo tendo sido levado para o campo ideológico, Lula pode ter tomado a desastrada decisão, que contraria todos os princípios de respeito aos tratados internacionais.

Conceder refúgio político a um assassino, já julgado e condenado em seu país, um Estado democrático, que lhe deu todo o direito de defesa, só mesmo tendo Lula, ainda que inconfessadamente, procurado ser coerente com a defesa, que sempre fez da presidente Dilma que, durante a ditadura militar, atuou como guerrilheira, na defesa de suas idéias.

Ocorreu em lamentável equívoco o ex-presidente, pois o contexto é totalmente diferente, o criminoso Batistti foi julgado e condenado em seu país, pela prática de quatro assassinatos, e o Brasil é signatário de tratado internacional de extradição de criminosos.

24/12/2010

NA CONTRAMÃO DA MORALIDADE

Por Luiz Rogério de Carvalho

O deputado maranhense Pedro Novaes, aliado de José Sarney, e indicado pelo comando do PMDB para ser ministro do Turismo da presidente Dilma, descoberto que pagou conta de festa em motel com dinheiro público, comentando seu ato, simplesmente disse que considera ter cometido um erro, e que o dinheiro será devolvido aos cofres públicos. Com tamanha desfaçatez, considera que o fato, de somenos importância, com a devolução, terá restabelecida a normalidade, sem pensar que apenas usou de um artifício para esconder a sujeira.

A senadora catarinense Ideli Salvatti, também indicada para ser ministra da presidente Dilma, no Ministério da Pesca, ganhou espaço nos jornais brasileiros acusada de usar indevidamente verbas de diárias do Congresso para pagar hotel em Brasília, enquanto recebia auxílio-moradia. A senadora pediu ao Senado que apague do site da casa a informação de que os gastos foram indevidos, tudo apara varrer a sujeira para debaixo do tapete, dizendo que houve erro da assessoria (de costas largas) e mandou devolver o dinheiro aos cofres públicos. Também aqui, em mais uma atitude do tipo “me engana que eu gosto”, mais um político espera ter convencido os eleitores de que seus atos sempre foram praticados dentro dos mais estritos princípios da moralidade.

O senador Delcídio Amaral (PT-MS), apresentou projeto de Lei que dá anistia fiscal e penal a contribuintes brasileiros que remeteram para paraísos fiscais dinheiro público obtido por corrupção e fruto de tráfico internacional de drogas, num verdadeiro estímulo ao crime que, assim, compensa. Embora a Associação dos Juízes Federais (AJUFE) tenha enviado nota técnica a todos os senadores mostrando a inconveniência e a imoralidade do projeto de Lei o relator da matéria já recomendou a aprovação. É triste.

12/10/2010

PALHAÇO TIRIRICA

por Luiz Rogério de Carvalho

No caso da eleição do palhaço Tiririca, para a Câmara Federal, fato que expôs o Brasil a uma situação vexatória no cenário internacional, e que aguarda na Justiça Eleitoral um exame para verificar se o candidato é mesmo analfabeto, conta, agora, com um novo ingrediente, que é a manifestação do presidente da Comissão de Moralidade Pública da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC), Eduardo Capella, dizendo ser possível que o juiz não submeta Tiririca à prova de um ditado, porque nesse tipo de teste, “talvez não passaria a maioria dos 513 deputados federais”.

Essa declaração, no meu entendimento, foi muito infeliz, pois é do conhecimento geral que alunos do primeiro ano escolar já são submetidos a exames de ditado. Portanto, a declaração do ilustre advogado, além de representar uma defesa prévia do palhaço Tiririca, invoca uma realidade política muito triste: a maioria dos representantes dos brasileiros, na Câmara Federal, não passaria no teste de um simples ditado, que é feito aos alunos do primeiro ano escolar.

10/10/2010

CIGARRO...CANCER

por Luiz Rogério de Carvalho

Entristecido, com o grande número de conhecidos, amigos, filhos e esposas que, pelo maldito vício do cigarro são levados à morte, não posso silenciar diante desta realidade, que infelicita milhares de lares com a morte prematura e cruel de pessoas que ainda poderiam viver muito, mas, que o câncer impiedoso a todos acaba matando, depois de longo sofrimento.

O que me deixa um pouco desanimado, é ver que muitos viciados no cigarro, mesmo diante de fatos que comprovam a sua letalidade, e sendo um dos principais causadores de câncer de pulmão, estômago, laringe, garganta, boca e outros órgãos, mesmo presenciando a morte e o sofrimento de amigos e parentes, parecem bloqueados no entendimento, e aos mais contundentes argumentos não dão a menor importância. Até parece que o vício, que lhes está roubando a saúde, também lhes tira a capacidade de raciocinar com bom senso.

Felizmente, também encontramos o outro lado, que não podemos ignorar, e até devemos citar, como exemplo e estímulo, na esperança de que os fumantes venham a se libertar das garras desse terrível e devorador monstro. São pessoas que, conscientizadas, muitas até auxiliadas por medicamentos e profissionais da área da saúde, depois de alguns sacrifícios para romper as correntes do vício, que aprisiona, vencendo dificuldades inerentes, conseguiram a liberdade e, hoje, apregoam as vantagens de viver sem cigarro.

24/06/2010

A VELHA PONTE



Por Luiz Rogério de Carvalho

Durante décadas a ponte Hercílio Luz, de Florianópolis, como única ligação entre a ilha e o continente, cantada em prosa e versos, fotografada por milhares de turistas, pairando altaneira sobre o mar que separa o continente do lindo “pedacinho de terra”, também ficou conhecida como o mais bonito cartão postal da capital catarinense.
Com o aumento do número de veículos que por ela passava, e com o desgaste natural de seus materiais, a ponte, que sempre foi objeto de um permanente serviço de manutenção, viu ser construída, ao seu lado, uma nova e moderna ponte de concreto, à qual, não muito tempo depois, veio somar a construção de mais uma, também de concreto, também moderna.
A vetusta ponte Hercílio Luz, que tanto serviu aos catarinenses, ligando a Ilha-Capital ao resto do Estado, que, no limite de sua capacidade sempre cumpriu sua missão, eis que, pela idade avançada, e por causa da natural exaustão de seus materiais, mesmo com a constante e onerosa manutenção mantida ao longo dos anos, foi interditada para o tráfego de veículos, permanecendo até hoje como um belo monumento, que encanta moradores e visitantes.
Mesmo sabendo que a ação do tempo é implacável sobre tudo que é construído pelo homem, administradores públicos e políticos catarinenses insistem em transformar o cartão postal em ponte útil para a passagem de um metrô de superfície, uma necessidade para o transporte coletivo urbano, mas, que nada garante que a velha ponte irá suportar.
Aliás, este mirabolante projeto, cuja licitação foi anunciada pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, em 2007, tem tudo para ser mais um ingrediente adicionado à sua plataforma de campanha política de candidato ao Senado, mais uma utilidade da velha ponte, que além de ser um colírio para nossos olhos, com os milhões gastos em reformas e manutenção, tem sido a garantia do caviar e do scotch de muita gente.

22/06/2010

PANGA



por Luiz Rogério de Carvalho


Atualmente, com o auxílio dos diferentes meios de comunicação, grande número de pessoas, seguindo orientação médica, e buscando melhorar a qualidade de vida, vêm mudando seus hábitos, seja através da prática de caminhadas e outros exercícios físicos, seja mudando o hábito alimentar. Nisto, podemos dizer que é grande o número de pessoas que estão deixando de comer carnes vermelhas, substituindo-as por peixes e outras carnes brancas.

Entretanto, assim como o aumento do consumo, também está ocorrendo um acelerado aumento do preço do pescado, especialmente o peixe de mar, aquele que, pelas condições de alimentação natural, reúne as melhores condições para uma alimentação saudável.

É aqui que entra uma situação que está intrigando muitos consumidores, pois, pelo aumento do custo do peixe de mar, grande número de restaurantes está oferecendo aos seus clientes um peixe de água doce, um bagre de nome Panga, importado do Vietnam, que é produzido industrialmente no delta do rio Mekong, um dos rios mais poluídos do mundo. Este peixe, alimentado artificialmente com os mais variados tipos de alimentos e subprodutos, cresce muito mais que outras espécies, e engorda muito. Tirada a gordura, ele até tem um sabor agradável, o que leva muitos consumidores a apreciá-lo.

Acontece que, levados pelo fator custo/lucro, e o peixe vietnamita é muito barato, um grande número de restaurantes está substituindo o peixe de mar pelo Panga importado, mas, sem dizer ao consumidor de que peixe se trata. Quando é fornecido qualquer peixe de mar o nome dele é informado, entretanto, quando é Panga o nome é omitido, isto numa inconfessada intenção de confundir.


06/06/2010

SAUDAÇÃO À BANDEIRA - II



Por Luiz Rogério de Carvalho

Em nome desta assembléia de homens livres, aqui reunidos, eu te saúdo Bandeira do Brasil, pelo que representastes no passado, sendo fonte de inspiração de nossas conquistas democráticas, e pelo que representas no presente, como símbolo emblemático de nossas mais ardentes aspirações.

Bandeira do Brasil, mesmo em outras épocas e com outras cores, sempre fostes o símbolo sagrado do solo e do povo brasileiro, tu, que estavas com os inconfidentes de Minas, e, com Tiradentes subiu ao patíbulo, em 1792.

Bandeira do Brasil, que também esteve com o maçon Gonçalves Ledo, quando, liderando movimento libertário, e motivando D. Pedro I, o levou ao grito do Ipiranga, onde foi declarada a independência brasileira.

Bandeira do Brasil, tu estavas com Joaquim Nabuco, que dedicou sua vida, com obstinação e competência na luta pela abolição da escravatura, curando a chaga, que teve o Brasil como último país ocidental escravista.

Bandeira do Brasil, que ao longo da história pátria inspirou tantos outros valorosos brasileiros, os maçons, aqui reunidos te saúdam na esperança de que neste ano de eleições inspires os eleitores, para que escolhamos pessoas certas para dirigir nosso país, que tanto tem sido vilipendiado pela ação de maus políticos, maus brasileiros, que distanciados dos reais interesses nacionais, fazem da política mero instrumento para a realização de seus projetos pessoais.

Bandeira do Brasil ilumina, também, o Judiciário Brasileiro, para que as leis sejam aplicadas a todos, com igualdade de condições, como dispõe nossa Constituição. Que a celeridade processual seja a garantia da sua aplicação, eliminando a situação hoje existente, onde a morosidade garante aos infratores, aos corruptos, especialmente os poderosos, a certeza da impunidade, pois, como bem disse o mestre Rui Barbosa, na sua brilhante Oração aos Moços: “Justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”.

Finalizando, querida Bandeira do Brasil, receba dos obreiros da paz, aqui reunidos, o renovado compromisso de defender-te, agora e sempre, pois acreditamos na grandeza do porvir do solo que representas.

Salve Bandeira do Brasil.

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08/05/2010

"BICO" PARA POLICIAIS



Por Luiz Rogério de Carvalho


Há muito tempo que não se via uma proposta tão indecente quanto esta do governador Pavan, de instituir o “bico” para policiais civis e militares.

É do conhecimento de todos, que a eficiência do policiamento depende do número de homens, do preparo que recebem, e também do grau de satisfação quanto à remuneração.

Santa Catarina, a despeito das promessas, não cumpridas, de Luiz Henrique, se recente de estabelecimentos prisionais, e não tem o número de policiais necessários para garantir a segurança de seus cidadãos, assim como também paga muito mal os policiais, que, por necessidade, alguns até podem aceitar a existência do “bico”, essa excrescência, que só poderia ser proposta por um governador que foi denunciado pelo Ministério Público Estadual pela pratica de crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa, este último também um “bico”, criminoso.


03/05/2010

"UMA FACULDADE PARA BLUMENAU"



por Luiz Rogério de Carvalho


Convicto de que o verdadeiro progresso só se consegue através do conhecimento, acompanhando outros blumenauenses que lutavam pela criação de uma Faculdade em sua cidade, participei do movimento “Blumenau Precisa de Uma Faculdade” iniciado em 1962, que, com o espaço criado pelo jornal “A Nação”, órgão dos Diários Associados, e dirigido em Santa Catarina pelo jornalista Maurício Xavier, passou a defender a ideia, publicando, em todas as edições, em destaque, a frase “BLUMENAU PRECISA DE UMA FACULDADE”.

O movimento ganhou corpo, reunindo as classes representativas da cidade e, em todas as ocasiões, especialmente em encontros com representantes das várias correntes da sociedade, a ideia era defendida, e atuação dos políticos era cobrada.

Engajado na campanha, em 23 de Julho de 1963, com o entusiasmo da juventude, escrevi o artigo “UMA FACULDADE PARA BLUMENAU”, publicado no Jornal “A Nação”, na edição nº 327, de 24/07/1963, que abaixo transcrevo:

“Numa iniciativa digna de louvores, foi criado nesse jornal uma Coluna de Debates destinada a tratar, com a participação de leitores, de assuntos de interesse da coletividade, assunto de qualquer natureza, desde que abordado dentro de um princípio elevado, obedecendo à ética jornalística e trazendo um conteúdo que realmente seja do interesse da população blumenauense. Como o assunto que está em foco trata de uma das necessidades de nossa terra (digo nossa, porque Blumenau é realmente uma cidade acolhedora, e todos aqueles que aqui chegam, dentro de pouco tempo sentem-se à vontade para assim se expressar), necessário se faz conjugarmos esforços e, desta “Coluna de Debates” não silenciarmos enquanto não for atingido nosso objetivo: UMA FACULDADE, para os jovens, principalmente aqueles que, embora desejosos de aumentar seu conhecimento, sendo inteligentes e dispondo de todos os requisitos necessários para se tornarem homens úteis ao seu Município e ao Brasil, não o fazem por falta de condições financeiras que lhes permitam arcar com enormes despesas em outras partes do país. Quem não sabe das dificuldades que um jovem encontra para cursar uma Escola Superior? Quem desconhece as dificuldades de empregos que há nas cidades universitárias mais próximas? Com uma Faculdade em Blumenau tudo seria mais fácil. Não haverá necessidade de deixar um emprego garantido, para aventurar um segundo em outro lugar.

É, pois, necessário que aproveitemos todas as oportunidades para exigir de nossos Representantes na Câmara de Vereadores, na Assembleia Legislativa e mesmo na Câmara de Deputados Federais, uma vez que lá também há um blumenauense, para que façam valer os seus mandatos, lutem em prol desta causa simpática, e façam alguma coisa para que Blumenau tenha a sua Faculdade. Não importa que seja de Filosofia, de Direito ou de Ciências Econômicas. O que realmente interessa é que seja criada uma Faculdade. Funcionando a primeira, as outras virão depois. Particularmente, optamos pela criação da Faculdade de Ciências Econômicas, uma vez que esta será mais fácil de fazer funcionar, pois os professores poderão ser encontrados aqui em Blumenau. Alguns já se prontificaram a dar aulas gratuitamente. Mas o importante, insisto em frisar, é que uma Faculdade seja instalada. Qualquer uma trará benefícios a Blumenau e sua gente.

A propósito desse assunto, correm rumores na cidade que o “líder” do movimento, vereador Dr. Bernardo Wolfgang Werner, está empenhado em fazer funcionar ainda este ano uma Faculdade em Blumenau. Se isso se confirmar, o que desejamos, desde já hipotecamos-lhe solidariedade. Blumenau, 23 de julho de 1963.”

1981, decorridos 18 anos, eis que recebo meu diploma de Bacharel em Direito na Faculdade de Ciências Jurídicas de Blumenau - FURB, hoje Fundação Universidade Regional de Blumenau, aquela cuja semente que, modestamente ajudei a plantar, encontrando solo fértil germinou e frutificou, tornando-se uma das mais importantes instituições de ensino superior do país.

2010, jubilado na OAB/SC, e tendo exercido por cerca de 30 anos o ofício de advogado, relembro, com saudade e orgulho, do empenho de tantos abnegados companheiros, que dedicaram seu tempo na busca e conquista de um ideal que, modestamente, tive a honra de participar.


24/03/2010

O FUMANTE



Por Luiz Rogério de carvalho


É muito difícil convencer um fumante, do mal que o fumo lhe causa , assim como do inconveniente que ele representa aos demais não fumantes, compulsivamente fumantes passivos, pois os longos anos de vício já criaram nele uma falsa noção de que fumar é coisa normal, e de que todos devem tolerar essa “normalidade”.

Se ele está em sua casa ou apartamento, aí então nem falar em não gostar do cheiro da fumaça do seu cigarro. Quando muito, o fumante vai para próximo de uma janela, e aí acha que todos os demais estão protegidos. Até esquece que a massa de ar da rua, sendo muito maior, empurra para dentro do ambiente interno todo o produto do seu prazer.

Felizmente, hoje já temos lei que proíbe o fumo em lugares fechados públicos. Esta lei protege até os próprios fumantes, aqueles que, em seus estabelecimentos comerciais, inconscientemente, fumando, criariam uma barreira entre seus possíveis clientes, que não fumam.

Também, nas relações pessoais mais íntimas, o cigarro é um grande entrave, pois, para o não fumante, beijar um fumante é quase como estar beijando um cinzeiro, tal o gosto desagradável da nicotina, acumulada nos órgãos internos do fumante. Daí o resultado de muitos desentendimentos, e até separações de casais.

Sendo o tabaco um causador, comprovado, de tantos aborrecimentos, de tantas doenças que matam, e afetam a saúde pública com enorme custo social, melhor seria que, em intensas campanhas, os governos incentivassem o abandono do cigarro, desestimulando essa indústria que, embora rentável e pagando altos impostos, na realidade produz a morte.


10/03/2010

ESQUERDA FESTIVA



Por Luiz Rogério de Carvalho


Grande parte dos que ainda se intitulam esquerdistas no Brasil, na realidade, não passam de membros da “esquerda festiva”, aquela composta por pessoas com altos salários, geralmente recebendo dos cofres públicos, e usufruindo, como grandes consumistas, de todos os benefícios que o capitalismo oferece.

Assim, é muito fácil defender o regime totalitário de Fidel Castro, o socialismo, e o comunismo já sepultado na Rússia, bem como ser simpático ao “Socialismo Bolivariano” do populista Hugo Chaves, que vem avançando, na mesma proporção em que retrocede a democracia na Venezuela.

Sobre este assunto, o inteligente e polêmico economista Roberto Campos, assim definiu a esquerda festiva: “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais da esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola”.

12/02/2010

O BEIJA-FLOR



por Luiz Rogério de Carvalho


Preocupado com a degradação do meio ambiente, e com destruição da flora e da fauna, ele era um vigilante nas proximidades de sua residência, onde, freqüentemente, desativava os alçapões que alguns garotos, sem uma esclarecida consciência ecológica, armavam para aprisionar passarinhos, para viverem cativos em apertadas gaiolas.

Certo dia, fazendo a costumeira limpeza no jardim, viu um ninho de beija-flor, cuidadosamente construído entre os galhos de uma roseira em flor, onde estavam depositados três ovinhos.

A alegria da descoberta foi evidente e, desde então, passou a observar o dono do ninho, o lindo beija-flor que, após seu passeio diário para a colheita do néctar nas flores das imediações, à tardinha, voltava para chocar seus ovinhos.

Os dias passavam, cheios de alegre e curiosa expectativa pelo desenvolvimento da futura família do lindo beija-flor, quando, numa tarde, viu que três cabecinhas se movimentavam dentro do minúsculo ninho, protegido com as folhas e ornamentado com as rosas. Foi então que, com maior dedicação passou a observar e cuidar de seus novos visinhos. Chegando do trabalho, passando próximo da pequenina residência, com emoção e alegria, acompanhava o crescimento dos pequeninos beija-flores.

Mas, mesmo morando no jardim, para as avezinhas nem tudo foram flores, pois, numa manhã de sol radiante, quando saía de sua garagem para ir ao trabalho, nosso amigo sentiu seu coração bater mais forte quando viu, voando com grande velocidade e, possivelmente trazendo alimentos para seus filhotes, a mãe beija-flor, que se chocou com o vidro do seu automóvel, caindo irremediavelmente morta. Pegando a avezinha, e olhando para os filhotinhos, agora órfãos, sentiu que a única alternativa possível seria a adoção.

Com habilidade e carinho, sobre o ninho, que ficou sem a proteção do corpo materno, aproveitando os galhos da roseira construiu uma cobertura, e passou a alimentar as pequeninas aves com mel misturado com água, que fornecia com um conta-gotas, na esperança de que tudo desse certo, e deu, pois a cada dia via progresso, e sentia a alegria dos filhotes, e sua, ao receberem o precioso alimento.

As pequenas aves cresceram e, já emplumadas, ensaiavam seu primeiro vôo, até que, numa linda tarde ensolarada, quando nosso amigo chegou para alimentá-las, viu que duas já tinham alçado vôo, ficando apenas uma para receber o último alimento do dia.

Foi lindo, pois depois de introduzir sua lingüinha no conta-gotas, num gesto de agradecimento, representando o grupo, bateu asas e voou livre, em busca de novas flores.

O ninho ficou vazio, mas o coração do nosso amigo ficou cheio de alegria, por ter contribuído com uma pequena parcela para a continuação da vida.

14/01/2010

AMIGO CURT



por Luiz Rogério de Carvalho


Perseguido na Alemanha nazista, por sua origem judaica, antes da 2ª guerra Curt emigrou para os Estados Unidos, onde se alistou no exército americano, que veio a combater as tropas de Hitler.

Durante os primeiros combates, foi ferido no braço por uma granada, o que lhe impossibilitou de continuar na guerra, e o deixou com um defeito físico para toda a vida. Com um braço praticamente inutilizado para manusear o fusil, Curt foi dispensado do exército, com o posto e vencimentos de sargento da reserva.

Ainda nos Estados Unidos, conheceu Lot, uma simpática jovem americana, inteligente e dedicada, com quem se casou. Pouco tempo depois emigrou para o Brasil. Aqui, em sociedade com um amigo, na cidade de Blumenau, onde sempre morou, fundou uma fábrica de chocolates, onde sempre atuou como sócio-gerente, e encarregado das vendas no interior do Estado, pois viajar, conhecer novos lugares e pessoas, era um dos seus prazeres.

Ao lado do trabalho na fábrica, Curt sempre encontrou tempo para dedicar à comunidade, especialmente no preparo da juventude, que dizia ser a semente do progresso de qualquer nação.

Tendo participado, na juventude, do movimento escoteiro na Alemanha, decidiu dedicar-se à causa na cidade que adotou no Brasil. Foram muito difíceis os primeiros tempos de organização do Grupo de Escoteiros, pois sem recursos financeiros para custear as instalações, foi necessário recorrer à comunidade, pedindo auxílio.

Com seu sotaque enrolado, falando um português bem arrastado, mas sempre irradiando simpatia, e um sorriso espontâneo e permanente, foi conquistando o respeito, a confiança e a colaboração da comunidade e, em pouco tempo, reuniu os recursos necessários para dar ao Grupo de Escoteiros de Blumenau uma bem montada sede própria, onde reunia a tropa e, com seu entusiasmo contagiante transmitia aos jovens os ensinamentos deixados por Baden Powell, fundador do escotismo.

Sua preocupação e dedicação à juventude não se resumia ao trabalho dedicado ao movimento escoteiro, pois, sendo membro ativo da maçonaria, sempre presente às reuniões e encontros festivos, especialmente nas programações que reunia as famílias, era sempre esperado o momento em que o Curt chamava as crianças para, organizadas em fila, esperar pela surpresa, que era ansiosamente aguardada. À frente da garotada, colocava na cabeça uma cartola que, dobrada, trazia no bolso, desenrolava e pendurava na parede uma faixa que continha desenhos, símbolos e palavras. Apontando para os desenhos, esperava que fosse, por todos, repetido o seu significado. Ao final de cada série de desenhos, todos repetiam uma música que, em alemão, ele cantava com muito entusiasmo. Ao final da apresentação, como prêmio pela participação, as crianças e, muitas vezes adultos, recebiam chocolates, tirados de uma sacola.

Este costume cultivado pelo Curt, de animar as festas, agradando as crianças, foi mantido durante muitos anos, mesmo sem a cartola, que foi emprestada a um grupo de teatro que se apresentou na cidade, e “esqueceu” de devolvê-la.

Nunca se declarou ateu, entretanto, sempre se manifestou ardoroso naturalista, dizendo que somos parte desta bela e majestosa natureza, por muitos, agredida e desconsiderada.

Certa manhã, recebi um telefonema de um amigo, avisando que o Curt tinha morrido, vítima de enfarto fulminante, quando caminhava pela rua. Depois de informado que o velório seria na sede do Grupo de Escoteiros de Blumenau, para lá me dirigi, onde encontrei um grande número de pessoas, amigos e admiradores que, consternados, se despediam do Curt.

No sepultamento, cumprido o ritual religioso pelo pastor da igreja da comunidade, como ninguém dissesse nada sobre o Curt, a viúva, Lot, discretamente pediu-me que pronunciasse algumas palavras, já que éramos amigos.

Atendendo ao pedido, com emoção, falei sobre suas qualidades, falei que, certamente, Curt que tanto amara a natureza, agora estava voltando ao seu seio, de onde veio, que voltava a viver na seiva das árvores, no canto dos pássaros, e no marulhar das ondas, nesta maravilhosa natureza, onde mais se deve procurar a religião, pois, como há muito tempo tinha lido em Eça de Queiroz, não é nas hóstias místicas que anda o corpo de Jesus – é nas flores das laranjeiras.

Sepultado meu amigo, depois de alguns dias, encontrei minha amiga, a viúva Lot, que, logo de início foi dizendo que mesmo tendo sido verdade tudo o que eu dissera sobre o falecido, no primeiro encontro que teve com o pastor, recebeu deste uma enérgica advertência, pois, para o cuidadoso pastor, ela escolheu um ateu para falar sobre seu marido.

05/01/2010

O PODER JUDICIÁRIO REINVENTADO




por Luiz Rogério de Carvalho


O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, em declaração inusitada, entrevistado pelo jornal O Globo, declarou que "O Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país"..."a generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorrem em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com sua falta de transparência no processo de tomada de decisões. Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado."

Entendemos que a corrupção é a principal causa do descrédito das instituições, cujos membros, que cometem desvios administrativos continuam exercendo suas funções públicas e, candidatando-se a cargos eletivos, onde, depois de eleitos, passam a ter foros privilegiados, quando, pelo corporativismo reinante nas casas legislativas, ou, mais uma vez, pela lederdeza do Poder Judiciário, nunca são alcançados, perpetuando-se assim a impunidade, como uma marca registrada brasileira.

Não só os supostos corruptos deixam de serem julgados e condenados, como também os criminosos comuns, aqueles que cometem crimes contra o patrimônio e a vida, que, depois de julgados e condenados, continuam gozando de plena liberdade. Muitos deles, com prestígio e muito dinheiro, assessorados por bons advogados, jamais cumprem as penas. É o caso, entre outros, do jornalista Pimentas Neves que, covardemente, executou sua namorada e, mesmo condenado, continua em liberdade, beneficiado pela morosidade do Poder Judiciário, bem aproveitada por competentes defensores.

Assim, quando a crítica, ou autocrítica, vem de um membro da mais alta corte de justiça do país, dizendo que o Poder Judiciário brasileiro teria de ser reinventado, parece ser chegado o momento de alguma coisa ser feita, pois o Brasil que, no concerto das nações, já é considerado um dos países com mais alto índice de corrupção do mundo, não pode conviver, também, com a pecha de ter um dos piores judiciários.

31/12/2009

ÁRVORE DE OURO - ANDREA BOCELLI - VICE-GOVERNADOR INDICIADO E DENUNCIADO



por Luiz Rogério de Carvalho

Aqui em Santa Catarina, especialmente na sua capital, Florianópolis, está acontecendo coisas de arrepiar os cabelos, até de carecas.

A Prefeitura Municipal de Florianópolis contratou, sem licitação, a feitura de uma árvore de natal, que foi mantida apagada, pelo preço, R$ 3.700.000,00. Fortes indícios de super faturamento (corrupção) levaram o Ministério Público a denunciar ao judiciário, que suspendeu o exorbitante pagamento da árvore faraônica. Como só a primeira parcela do pagamento à firma contratada havia sido paga, em represália, a árvore foi desligada.

O vice-governador Pavan, investigado pela PF, foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público por crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra de sigilo funcional. Enquanto isso, o governador Luiz Henrique da Silveira, mais preocupado com sua campanha eleitoral para uma vaga no Senado, continuava dizendo que iria transferir o governo ao vice- governador denunciado, pois acredita na sua inocência.

Enquanto os políticos “ficha suja” continuarem com direito a candidatura a cargos eletivos que, depois de eleitos, lhes garantam foros privilegiados, continuaremos convivendo com esses descalabros na política brasileira.

Uma ex- funcionária, contratada do Tribunal de Justiça denuncia um desembargador, de exigir dela a devolução da metade do seu salário, pois ele precisava desse dinheiro para pagar a prestação do seu apartamento. Conforme matéria publicada no Diário Catarinense, a ex- funcionária diz ter comprovantes de todos os repasses.

Para culminar o cantor italiano Andrea Bocelli, que não viu nada, pela apresentação de um show, que ainda não realizou, vai receber R$ 200.000,00, quando a Prefeitura de Florianópolis diz ter contratado por R$ 800.000,00.

Concluindo, em Santa Catarina, estamos encerrando 2009 vivendo o pior dos mundos, razão por que a campanha pela “Moralização e Ética na Política e na Administração Pública” tem de ser reforçada, com o apoio de toda a população ao trabalho que o MP vem desenvolvendo.


13/11/2009

BRONZEAMENTO ARTIFICIAL




por Luiz Rogério de Carvalho



A recente proibição pela ANVISA, para o uso de máquinas de bronzeamento artificial, como era de se esperar, provocou a irritação dos proprietários de clínicas de embelezamento em todo o país, onde elas funcionam.

Algumas clínicas, insatisfeitas com a medida, alegando prejuízos financeiros, já que adquiriram os equipamentos, sem nenhuma restrição dos órgãos de saúde pública, ameaçam entrar na justiça para tentar reverter a proibição, que a ANVISA justifica como medida preventiva baseada em alerta feito pela IARC (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), vinculada à OMS, que fala sobre o aumento do risco de câncer devido à utilização do equipamento, e que passou de “causa provável” para “causa concreta” de tumores de pele, pois, especialistas internacionais concluíram que o risco é elevado em cerca de 75% quando se utiliza a câmara de bronzeamento antes dos 30 anos.

Sendo justa a reclamação das clínicas de embelezamento que utilizam o equipamento, adquirido legalmente, e para o emprego em ramo de atividade lícita, cabendo, portanto, ressarcimento, também, por se tratar de uma prática condenada pela pesquisa científica, feita por instituição da mais alta credibilidade internacional, tornando indispensável a supressão de seu uso para prevenir o aumento da incidência de câncer de pele, é de se esperar que a ANVISA, responsável pela prevenção da saúde dos brasileiros, mantenha a proibição e, que o judiciário brasileiro, se acionado, seja sensível ao aspecto mais importante da questão, a saúde pública.


PREVIDÊNCIA INJUSTA




por Luiz Rogério de Carvalho


No Brasil, país que vem se desenvolvendo economicamente, que, hoje, já ocupa um merecido lugar de destaque entre as nações, infelizmente ainda é mantido o histórico tratamento injusto, cruel e desumano, representado pelo modo como os governos têm tratado os aposentados da Previdência Social.

Enquanto o trabalhador do setor público, como é de justiça, é aposentado com o valor de seu último vencimento e, depois continua recebendo os aumentos de seus proventos no mesmo índice que recebem os que estão em atividade, os segurados da Previdência Social, ao contrário, nunca são aposentados com proventos iguais ao último salário e, em curto espaço de tempo, pelos índices aplicados pela Previdência, têm seus proventos reduzidos à metade.

Para corrigir esta injusta distorção, os aposentados da previdência social brasileira, organizados em associações, há anos vêm lutando para que suas perdas sejam reparadas e, que os proventos sejam corrigidos, pelo menos nos mesmos índices aplicados no aumento do salário mínimo. Durante esse tempo, muitos até já morreram e, provavelmente, tiveram a morte abreviada por falta de recursos para comprar os remédios, que são necessários nas doenças próprias da velhice.

A verdade, é que os governos do passado sempre foram insensíveis aos reclamos dos aposentados, sempre alegaram que a Previdência Social vai mal porque arrecada menos do que gasta e, por aí vão com um rosário de desculpas que não justificam a má gestão de uma instituição da qual depende a sobrevivência, em condições dignas, de quem trabalhou durante a maior parte da vida, para que este país hoje apareça com o destaque ostentado.

Agora, quando está no Congresso Nacional um projeto visando minorar o sofrimento dos aposentados, vem o governo, na palavra de seu Ministro da Fazenda, dizer que o Brasil, que não quebrou com a crise internacional, pode quebrar se atender o pleito dos aposentados, uma migalha, se comparado com o que é desviado pela corrupção, aquela, por exemplo, que é representada pelos super faturamentos de obras públicas, escândalos do Senado, e tantas outras do conhecimento de todos os brasileiros que, descrever tomaria muito tempo.

23/10/2009

"PERDÃO" INDEVIDO




por Luiz Rogério de Carvalho



O governo do Estado de Santa Catarina, através de medida provisória que está enviando à Assembléia Legislativa, está “perdoando” as dívidas de ICMS, IPVA e ITCMD até o valor de R$ 5.000,00, alegando economia processual, já que as despesas com a cobrança teriam valor superior ao que seria arrecadado. Alega que cada processo de cobrança custaria aos cofres públicos R$ 1.600,00, e, que o objetivo é também descongestionar o Poder Judiciário e a Procuradoria Geral do Estado.

A medida, a meu ver, não se justifica, pois o valor do custo atribuído para cada processo é fictício, apenas para impressionar os legisladores. O trabalho, para a recuperação do crédito, é desenvolvido pelos procuradores do Estado, bem remunerados, que, atualmente, substituem advogados credenciados que, no passado, representavam o Estado na cobrança destas dívidas.

Entretanto, o pior efeito desta “generosidade”, representada pelo “perdão” da dívida dos inadimplentes, é o péssimo precedente e o estímulo ao calote, pois daqui para frente muitos deixarão de pagar suas obrigações na certeza de que, no futuro, serão “perdoados”. Isto, sem mencionar o fato de que o perdão aos devedores também representa um castigo aos bons pagadores, pois só estes, agora, têm o dever de custear a máquina pública. Sem dizer, também, que uma medida dessa natureza, num ano pré-eleitoral, tem fins nitidamente eleitoreiros, assim como foi a isenção do IPVA para motocicletas até 125 cilindradas, também às vésperas de eleições.

24/08/2009

UMA VELA A DEUS, OUTRAS AO DIABO



por Luiz Rogério de Carvalho


Depois de vários dias dizendo que deixaria a liderança do PT, por não ter sido ouvido no partido, sobre sua intenção de investigar o senador Sarney, o senador Aloisio Mercadante, como menino obediente, depois de ter levado um "pito" do chefe Lula, voltou atrás e disse que continuava na liderança, alegando, para isto, motivos nada convincentes.

A atitude da senador, tão ambígua quanto incoerente, já havia acenado para este fim, pois, no Conselho de Ética, quando a ex-secretáriada Receita Federal, Lina Vieira, afirmou que estivera no Palácio do Planalto, atendendo a um chamado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que negou o encontro, Mercadante, fazendo parte da tropa de choque, como fiel escudeiro da ministra, na tentativa de desmentir Lina Vieira, foi de uma grosseria, falta de educação e destempero a toda prova, só faltando agredir fisicamente Lina Vieira, que, com muita segurança e convicção, com a serenidade de quem fala a verdade, mostrou que não se intimidava.

A incoerência do senador está refletida na ambiguidade de sua atitude que, por um lado dizia querer que Sarney fosse investigado e, por outro, com todas as "armas" atacava Lina Vieira, que afirmava que a ministra havida pedido para "agilizar" o processo contra Sarney, na Receita Federal.

Isto revela que o senador Mercadante jogava para a torcida, pois, dizendo querer a investigação de, pelo menos uma denúncia contra Sarney, fazia acreditar que estava ao lado dos que defendem a seriedade, a ética, a moral e decência na administração pública, quando, o que está verdadeiramente implícito, é que o objetivo final era defender o arquivamento das denúncias contra o aliado José Sarney, bem como blindar a ministra Dilma, contra a possibilidade de maior desgaste político, visto ser ela a candidata do presidente Lula.

Esta postura do senador Mercadante, que defendia tanto Sarney, comandante da base aliada do Planalto, quanto a pré-candidata à sucesão presidencial, ficou evidente quando o PT, sob o comando de Lula, rasgando a bandeira da defesa da ética e da moral na política, com os votos do senadores João Pedro (AM), Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC) determinou o arquivamento de todas as denúncias contra o senador José Sarney.

Ideli Salvatti, representante de Santa Catarina, assim como os outros senadores que votaram pelo arquivamento, devem ter sido motivo de arrependimento de muitos dos seus eleitores.

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13/08/2009

PALAVRA CONTRA PALAVRA?



por Luiz Rogério de Carvalho


É mais que óbvio que a ministra Dilma vai continuar negando o encontro no Planalto com a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, demitida pelo ministro Guido Mantega, porque multou a Petrobrás, por causa de uma manobra contábil indevida, para pagar menos impostos e contribuições.

Embora possa ser verdade que o encontro existiu, e que a ministra teria pedido aceleração nas investigações que a Receita Federal vinha fazendo em negócios da família Sarney, um “jeitinho” na solução do caso Sarney, a ministra-chefe da casa civil, que já disse em seu curriculum que tinha doutorado, quando não era verdade, também pode estar negando o encontro por pura conveniência política. “Cesteiro que faz um cesto faz um cento”.

O fato da secretaria-executiva, Erenice Guerra, negar ter estado no gabinete da ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, também não é relevante, pois a regra é o subordinado ficar sempre ao lado do chefe, por motivos óbvios.

Sendo a ministra-chefe da casa civil a candidata do presidente Lula, era de se esperar que ele saísse em sua defesa. E foi o que aconteceu, quando, lá do exterior, apressou-se em dizer que não acreditava que sua candidata estivesse interferindo em favor de Sarney. Que era “ledo engano” de quem assim estava pensando.

A imediata e apaixonada manifestação do presidente é compreensível, pois a comprovação da intervenção da ministra, em defesa de Sarney, poderia produzir grande perda para sua candidata, cuja imagem já vem sofrendo acentuado desgaste.

Além de tudo, é do maior interesse, tanto de Lula quanto de Dilma, que Sarney, mesmo com todos os fatos escabrosos de que vem sendo acusado, permaneça na presidência do Senado, pois seu afastamento implicaria na condução para a presidência da casa, do senador Marconi Perilo, um adversário, possibilidade esta que, só de pensar deve causar arrepios em Lula e em Dilma.

13/06/2009

POLICIAMENTO E SISTEMA CARCERÁRIO



por Luiz Rogério de Carvalho


O sistema carcerário brasileiro, que deveria ser um dos principais pilares para a sustentação da segurança pública, de responsabilidade dos governos estaduais, que, nas campanhas eleitorais aparece no primeiro plano do programa, passadas as eleições, logo cai no esquecimento, e o que se vê é o completo abandono dos compromissos assumidos.

O resultado desse abandono, fruto de promessas demagógicas, é uma população desprotegida, com o patrimônio e a vida das pessoas à mercê de bandidos que, por falta de estabelecimentos penais adequados continuam livres, praticando toda espécie de crimes, atormentando a vida da população ordeira, que já não tem mais segurança nem para andar pelas ruas das cidades.

Os assaltos às residências, os seqüestros de pessoas e os latrocínios viraram uma triste rotina, e ninguém tem mais a quem apelar, pois sem policiais em número suficiente para garantir a segurança, chegamos também à falência do sistema carcerário, o que já levou o judiciário, no Rio Grande do Sul, a não decretar a prisão de criminosos, mesmo os que praticaram crimes de homicídio, porque inexiste vagas nos presídios, que já são verdadeiros depósitos de gente.

Aqui em Florianópolis, o aumento da criminalidade que, de um ano para o outro teve aumento de mais de 50%, leva os moradores ao desespero, diante da incapacidade da polícia para conter o que, hoje, representa uma das principais preocupações de uma população desprotegida.

O policiamento, feito com número de homens infinitamente inferior ao necessário para garantir a segurança da cidade, não aparece nas ruas, a não ser quando chamado, e para registrar a ocorrência, depois do crime praticado. Uma atividade de prevenção eficiente, com efetivo policial suficiente, parece não estar na preocupação do governo estadual, que teve a segurança pública como uma das suas principais propostas na campanha eleitoral.

Passadas as eleições, foram esquecidas as promessas, e a população para ter um mínimo de segurança, tem que se aprisionar em suas casas e apartamentos, sempre ameaçada pela livre ação dos bandidos, enquanto que o governo, este, está “se lixando” para o povo, pois sua segurança parece estar garantida pelo policiamento oficial.

10/06/2009

O CORRUPTO BRASILEIRO




por Luiz Rogério de Carvalho


Os recentes acontecimentos, nada dignificantes, promovidos por deputados federais brasileiros, como aqueles do castelo medieval, construído em Minas Gerais, o do senador Sarney, que disse não saber que recebia, mensalmente, em sua conta, uma importância superior à renda mensal de mais de 50% dos brasileiros, agora a descoberta do decreto secreto nomeando seu neto, o caso do deputado federal que declarou estar “se lixando” para a opinião pública, o fato relacionado com o senador que recebia propina de empreiteira, para pagar pensão alimentícia, e mais centenas de fatos escabrosos, que a imprensa brasileira vem noticiando, tudo isso nos leva à reflexão, que enseja comparação com os recentes fatos políticos ocorridos na Inglaterra, e que levou à renúncia vários de seus protagonistas.

Parece que a corrupção, o desejo de levar vantagem em tudo, enfim, o enriquecimento a qualquer custo, é algo imanente ao ser humano, uma tentação que está sempre presente, que muitos não resistem, e acabam preferindo aumentar seu patrimônio usando esse maldito atalho.

Nos paises de tradição democrática mais antiga, excetuando alguns, onde tradições mafiosas ainda prevalecem, os freios e contra pesos, enfim os meios aplicados para conter essa maldita tendência de usar a coisa pública como se fosse sua, quando aplicados, têm levado os corruptos à prisão ou, antes, à renúncia de seus cargos e a execração pública, sendo que muitos, como já vimos, chegaram ao ponto de cometer suicídio, diante da vergonha e da repulsa geral.

Pois o corrupto brasileiro é feito de outra matéria, com a maior cara de pau nega tudo, mesmo fatos evidentes e comprovados e, se alguém pensa que algum político, apanhado com a mão na botija, seria capaz de tirar a própria vida, para livrar-se da desonra, está redondamente enganado, pois é mais provável que ele mande “suicidar” quem o acusou.

28/05/2009

QUE MACACO?



por Luiz Rogério de Carvalho


A desfaçatez, com que muitos políticos brasileiros tentam justificar irregularidades por eles praticadas só é comparável aos depoimentos de marginais, quando interrogados pela autoridade policial.

Ainda hoje, vi e ouvi o senador José Sarney, presidente do Senado, interrogado por um repórter sobre o fato de que vários senadores, embora morando em apartamentos funcionais, pagos pelo Senado, estavam recebendo auxílio moradia. Ele, que tem residência própria, tentando se desculpar para o repórter e a opinião pública, disse que iria devolver o valor recebido irregularmente, e que nem sabia que esse valor, três mil e oitocentos reais, vinha sendo depositado em sua conta.

É do conhecimento de todos que os órgãos públicos, ao pagar seus servidores, em formulário especial descriminam todos os valores pagos.

Esta desculpa esfarrapada lembrou-me do excelente humorista brasileiro, José Vasconcelos que, em suas apresentações, entre as engraçadas estórias e piadas, contava a de um larápio que, ao ser surpreendido por um policial, quando furtava um macaco hidráulico e o levava às costas, tentando livrar-se do flagrante, quando lhe foi dito que estava preso porque furtara um macaco, disse simplesmente: que macaco? Não furtei nada, tire esse bicho das minhas costas.